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Calendário de vacinação da criança

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm) - 2006/2007

 
VACINAS DO NASCIMENTO AOS 2 ANOS (meses) DOS 3 AOS 14 ANOS (anos) DISPONIBILIZAÇÃO
0 1 2 3 4 5 6 7 9 12 15 18 3 4 5 6 11-12 14 POSTOS CLÍNICAS
BCG ID 1ªd                                     sim sim 
Hepatite B 1ªd 2ªd       3ªd                       sim sim 
Tríplice bacteriana (DTP ou DTPa)1     1ªd   2ªd   3ªd         Reforço   Reforço     DTP DTP e DTPa
Hemófilus B     1ªd   2ªd   3ªd         Reforço             sim sim
Póliomielite (vírus inativados)     1ªd   2ªd   3ªd         Reforço             não sim
Rotavírus     1ªd   2ªd                             não sim
Antipneumocócica conjugada heptavalente2     1ªd   2ªd   3ªd         Reforço               não sim
Antimeningocócica C conjugada3       1ªd   2ªd         Reforço             não sim
Influenza (gripe)4             1ªd 2ªd       Reforço anual não sim
Póliomielite oral (vírus vivos atenuados)             DIAS NACIONAIS DE VACINAÇÃO       sim sim
Febre amarela5                  1ªd                   sim não
Hepatite A                   1ªd   2ªd             não sim
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)                   1ªd      2ªd       sim sim
Varicela (catapora)6                   1ªd      2ªd       não sim
HPV                                 3 doses nãosim
Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa)                                     Reforço não sim
 
VACINAS COMBINADAS
SÊXTUPLA ("HEXAVALENTE"): o uso da vacina combinada com seis componentes - vacinas contra hepatite B, tríplica bacteruana acelular, contra infecções por hemófilos do tipo B e contra a poliomielite (com vírus inativados) - deve ser adotado, sempre que possível, por causa de sua eficiência e segurança, por ser aplicada em apenas uma injeção e por ser capaz de induzir eventos adversos com menor frequencia e intencidade do que se verifica quando seus componentes são aplicados isoladamente ou em associações tradicionais.

QUÍNTUPLA ("PENTAVALENTE"): o uso da vacina combinada com cinco componentes - vacinas tríplice bacteriana acelular, contra infecções por hemófilos do tipo B e contra a poliomielite (com vírus inativados) - deve ser adotado, sempre que possível, pelos mesmos motivos citados para a vacina sêxtupla, quando não se pretende incluir na administração a vacina contra a hepatite B.

COMENTÁRIOS

1) O uso da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa) é preferível ao da vacina tríplice bacteriana de células inteiras (DTP), pois sua eficiência é semelhante à da DTP e porque os eventos adversos associados com sua administração são menos frequentes e menos intensos do que os induzidos pela DTP.

2) Iniciar a vacinação com a vacina antipneumocócica conjugada heptavalente o mais precocemente possível. Quando a aplicação dessa vacina não tiver sido iniciada aos dois meses de vida, o esquema de sua administração varia conforme a idade em que a vacinação for iniciada: - entre 7 e 11 meses de idade: duas doses com intervalo de dois meses, e a terceira dose aos 15 meses de idade; - entre 12 e 23 meses de idade: duas doses com intervalo de dois meses; - a partir do segundo ano de vida: dose única.

3) 1. A vacina antimeningocócica C conjugada pode ser aplicada a partir dos dois meses de idade. 2. Recomenda-se iniciar a vacinação ainda no primeiro ano de vida, sendo necessário administrar duas ou três doses (dependendo do laboratório fabricante); depois de um ano de idade, basta aplicar dose única. 3. Os resultados de alguns estudos sugeriram a possível necessidade da aplicação de dose de reforço, no segundo ano de vida, nas crianças que receberam a vacina no primeiro ano, independentemente do tipo de vacina utilizada (com duas ou três doses), com a finalidade de manter níveis elevados de anticorpos séricos e proteção mais duradoura.

4) A vacina contra a Influenza (gripe) deve ser aplicada a partir dos seis meses de idade, respeitando-se a sazonalidade da doença.

5 ) A vacina contra a febre amarela deve ser indicada para habitantes de áreas endêmicas e pessoas que vão viajar para essas regiões.

6) Por analogia com o motivo do emprego da segunda dose da vacina tríplice viral, recomenda-se a aplicação de segunda dose da vacina contra a varicela entre quatro e seis anos de idade. Recomendação mais recente propõe a administração da segunda dose da vacina contra a varicela três meses depois da primeira. A proteção de 70 a 90% para as formas mais leves da doença, conferida às crianças vacinadas com apenas uma dose, é aumentada com a aplicação da segunda dose. Nas crianças em que for aplicada a primeira dose com mais de quatro anos de idade, a segunda dose deve ser administrada três meses depois.

7) A vacina contra infecções por Rotavírus recentemente licenciada para uso no Brasil deve ser indicada para crianças com seis semanas a seis meses de idade, no esquema de duas doses com intervalo de dois meses, sendo admissível intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Essa vacina pode ser administrada simultâneamente com a vacina antipoliomielítica oral; no entanto, para aumentar a eficiência da imunização contra infecções por Rotavírus, recomenda-se adotar intervalo de 15 dias entre as datas de aplicação dessas vacinas, ao administrar-se a primeira dose. A vacina contra o Rotavírus está contra-indicada para imunodeprimidos.

8)A vacina recentemente licenciada no Brasil contra o HPV deve ser aplicada no esquema de três doses com intervalos de dois meses entre a primeira e a segunda e de quatro meses entre a segunda e a terceira. A princípio somente as meninas deverão ser vacinadas e apesar de estar indicada para mulheres de 9 à 26 anos de idade, é preferível iniciar o esquema antes do início da atividade sexual, se possível entre 11 e 12 anos de idade.

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